| Não é preciso ser um fotógrafo
profissional para tirar o tipo de foto que faz as pessoas
dizerem "Uau!" Você só precisa
de uma câmera digital, curiosidade sobre o mundo
ao seu redor e um senso de aventura.
E algumas dicas de profissionais também não
fariam mal-razão pela qual nos utilizamos da ajuda
de um profissional que se especializa na fotografia digital
da natureza.
Este mês, nós nos concentramos em uma técnica
fotográfica avançada, que abrirá
um novo e excitante mundo de opções criativas:
macro fotografia (ou closes extremos). Como muitas câmeras
digitais podem ficar a até uma polegada (2 a 3
cm.) de seu assunto, você não precisa nem
de uma macro lente para tirar closes. Com a macro fotografia,
objetos comuns se tornam incomuns e abstratos-e objetos
incomuns ficam ainda mais fascinantes. Se você quiser
capturar borboletas, flores ou vibrações
em uma poça de água, a macro fotografia
revela os detalhes que os olhos tendem a ignorar.
Você está no controle
Antes de ir para a parte divertida, é preciso entender
os princípios básicos das configurações
de velocidade da abertura e do obturador: eles são
os dois controles da câmera que oferecem o controle
mais criativo. Sim, é verdade que muitas câmeras
digitais são automáticas e não permitem
o controle completo dessas configurações.
No entanto, até mesmo estas câmeras têm
um certo nível de controle (por meio de configurações
de fotos programadas, etc.). Mesmo com uma câmera
totalmente automática, você pode indiretamente
modificar ou, pelo menos, aproveitar os efeitos que estes
controles produzem em suas imagens.
Curso rápido: controles de abertura e obturador
Quando você tira uma foto, "expõe"
o filme à luz. As duas peças que trabalham
juntas para controlar sua exposição são
a abertura e o obturador.
A abertura é o tamanho da fresta que permite a
entrada da luz. Os números do controle da abertura
são chamados de f-stops (f16, f11, f8, e assim
por diante). Cada número maior permite a entrada
de metade da luz do número abaixo: quanto maior
o número de f-stop, menor a abertura. Uma abertura
muito pequena deixa tudo (plano de frente e de fundo)
no foco. Uma abertura grande deixa somente o assunto em
que você está concentrado no foco.
A velocidade do obturador é o tempo pelo qual
ele permanece aberto; ela controla a quantidade de tempo
em que a luz pode alcançar o filme. A velocidade
do obturador é medida em frações
de segundo -125 significa 1/125 de um segundo-. A configuração
da velocidade do obturador para um dia de sol poderia
ser de 1/125 de segundo. Um dia nublado poderia usar 1/60
de segundo (com a mesma abertura), expondo o filme por
mais tempo.
O obturador e a abertura trabalham juntos: mais luz (abertura
maior) significa uma velocidade maior do obturador; maior
profundidade de campo (abertura menor) significa velocidades
menores do obturador.
Profundidade de campo
Você irá notar que poucas fotos close são
completamente nítidas desde o plano de fundo até
o plano de frente; em outras palavras, a profundidade de
campo tende a ser rasa. A profundidade de campo é
uma medida que se refere à zona nítida, no
foco de uma imagem. Quando a câmera está realmente
perto, sua profundidade de campo pode ser muito pequena,
o que pode dificultar o foco em seu assunto.
Você pode aumentar a profundidade de campos dos
closes, usando uma pequena abertura (f-stop mais alto)
ou aumentando a iluminação do assunto para
diminuir a abertura. Também é possível
utilizar uma profundidade de campo rasa em seu benefício
para fazer um pequeno objeto se destacar nitidamente de
um plano de fundo desfocado. Vamos Voltar a este assunto
em um minuto.
Macro fotografia: conselho de um profissional
A Wild Portraits (www.wildportraits.com)
é uma empresa dedicada a imagens digitais de fotografias
da natureza. O sócio Ruth Happel Smiley
fotografa e registra a natureza há 25 anos. Suas fotos foram
amplamente publicadas em revistas e calendários Audubon,
na revista National Wildlife e em
muitos outros livros e revistas sobre a natureza.
Veja cinco dicas de Ruth para obter
closes com o mundo natural:
Posicionamento da câmera. Para lidar com a profundidade
de campo rasa, é muito importante posicionar a
câmera paralelamente ao plano que você está
focalizando. Se você estiver fotografando um inseto
parado em um ângulo em uma folha de grama, alinhe
a câmera com o corpo do inseto ou somente parte
dele estará no foco. Se não for possível
colocar o assunto inteiro no foco, pense no que você
deseja se centralizar e verifique se está paralelo
à parte de trás da câmera.
Flash de congelamento. Meu simples "apontar e fotografar"
não está muito relacionado a ajustes manuais,
mas fecha mais a abertura quando você usa o flash,
e isso lhe oferece uma profundidade de campo melhor para
trabalhar. O flash também ajuda a parar qualquer
movimento.
Utilize a compensação da exposição.
Para garantir que pelo menos uma de suas fotos seja corretamente
exposta, ajuste a configuração EV
(valor de exposição) da câmera, geralmente
de -2 ou 3 a +2 ou 3. O perigo com +EV
e câmeras digitais é a tendência à
"floração" -áreas que são
altamente expostas e que podem transbordar em pixels adjacentes-.
Isso pode até criar uma linha branca indesejada
na imagem, especialmente se ela for fotografada a determinados
ângulos do sol. No entanto, sempre experimento uma
variedade de valores de EV, especialmente quando as configurações
padrão não parecem capturar a foto.
Rápido ou devagar? Se você deseja congelar
a ação, precisa fotografar a uma velocidade
de obturador muito rápida-1/500 de segundo ou mais.
Se desejar mostrar algo em movimento, como flores voando
em uma brisa, convém fotografar a 1/15 ou menos-sobre
um tripé, é claro.
Utilize a profundidade de campo para alterar a composição.
É possível ter um foco muito estreito em
somente uma coisa, como uma flor, e tirar o plano de fundo
e o que está em volta do foco. Também é
possível tentar focalizar várias coisas
de uma vez, como uma aranha capturando uma presa em sua
teia. Então, convém ter o foco mais nítido
na aranha, mas verifique se a presa no plano de frente
ou de fundo está razoavelmente nítida.
Mais informações sobre luz e exposição
O desafio de iluminar closes é ter luz suficiente
para que você e sua câmera possam focalizar
e distribuir igualmente a luz para evitar sombras. Com flashes,
você obtém uma profundidade de campo profunda,
e os raios de luz extremamente curtos a pequenas distâncias
evitam que o movimento da câmera ou do assunto seja
desfocado. Mas, às vezes, um flash pode alterar a
cor da foto ou causar uma superexposição por
estar muito perto do assunto. Nestes casos, é melhor
fornecer outra fonte de luz.
Torne-se criativo
Use cartolina embrulhada em papel alumínio ou espelhos
como refratores, ou monte uma miniatura de cabine de iluminação
doméstica para obter a iluminação difusa.
Se você estiver no ambiente interno, experimente lâmpadas
domésticas diferentes. Como você está
utilizando uma câmera digital, tem a liberdade de
experimentar, verificar os resultados e experimentar algo
completamente diferente.
Conclusão
Falando em liberdade para experimentar, quando se trata
de fotografias em close, as câmeras digitais levam uma enorme
vantagem, porque é possível rever os resultados e fazer
ajustes durante o processo. Quanto mais você experimentar
coisas novas, melhor será o resultado. Logo, você vai começbr
a saber intuitivamente como encontrar a exposição perfeita
e a iluminação certa.
E a macro fotografia é apenas o início de onde você pode
chegar com seus novos conhecimentos de exposição e velocidades
de obturador. Compre um livro sobre fotografia noturna e
capture as estrelas no céu ou as luzes da cidade. Ou experimente
desfocar e congelar fotos em movimento. Acima de tudo, seja
corajoso, e fotografias ousadas vão surgir.
A seguir, Voltaremos à câmera escura digital. A restauração
de fotos é um tópico interessante, e todos parecem estar
pegando as velhas caixas de sapato para restaurar as fotos
à sua antiga glória.
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