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Abril de 2007
Os negócios da americana HP estão em ritmo acelerado. No último trimestre fiscal, encerrado em janeiro, a subsidiária brasileira, comandada com Mario Anseloni desde novembro do ano passado, cresceu 29%. Tem expectativa de manter o crescimento este ano. Em três anos, a operação local dobrou de tamanho, segundo o executivo.
Os destaques na companhia são as áreas de impressoras e computadores pessoais no varejo, cujas vendas têm sido impulsionadas pelos incentivos do governos (MP do Bem) e pela queda do dólar.
Mas a empresa busca saltos no mercado corporativo, com a venda de servidores, equipamentos de armazenamento, serviços de integração, desenvolvimento e terceirização (outsorcing). "Em 2006, tivemos um fortalecimento de toda a cadeia para levar uma proposta para o segmento corporativo, com melhoria dos canais, investimento em data center e estrutura fabril", comenta Anseloni, acrescentando que o crescimento da subsidiária nesse mercado e de 2,5 vezes superior ao registrado pela corporação como um todo.
A estratégia global da HP se baseia nas diversas aquisições efetuadas, entre as principais a fornecedora de software para gestão de tecnologia Mercury, e está alinhada a uma nova visão da área de tecnologia.
TI no negócio
Durante o IT Forum 2007, que ocorre até 15 de abril na Ilha de Comandatuba (BA), o vice-presidente do grupo de soluções de tecnologia da HP Andy Mattes, propôs aos executivos de TI presentes ao evento realizado pela IT Mídia que substituam o termo tecnologia da informação por tecnologia do negócio. "TI representa de 80% a 90% do negócios das companhias e não pode ser mais vista com suporte para uma companhia", diz.
A idéia é otimizar a área de tecnologia das empresas e trocar os bites e bytes por objetivos de negócios. "Passamos a expressar objetivos de negócios. Um cliente na Europa, por exemplo, queria saber como ativar celulares em dez minutos e não o desempenho da tecnologia", comenta o diretor de marketing e alianças da companhia, Denoel Eller.
Segundo Mattes, hoje a área de tecnologia emprega 32 milhões de profissionais e 65% do orçamento de tecnologia das companhias são gastos com manutenção da infra-estrutura de TI. "É simplesmente para deixar a luz acesa. É quanto vai para a inovação?", afirma Mattes, acrescentando ainda que metade dos projetos de tecnologia não atinge seus objetivos. "A TI precisa começar a ser gerida como linha de negócios, e não como custo".
Graças ao dólar e ao aquecimento do mercado de PC e impressoras, as vendas da HP no país duplicaram em 3 anos.
Segundo o executivo, a própria HP passou pelo processo de mudança com a otimização dos processos de tecnologia, reduzindo despesas. Em 2005 e hoje, a empresa enxugou sua infra-estrutura, ao reduzir o número de sites no mundo, de cem para 30, o volume de aplicativos de 4 mil para 1,5 mil e de projetos na área de 1,2 mil para 300. Os 85 data centers também foram concentrados em apenas seis. "Antes, apenas 30% da TI eram gerenciados pela área e hoje esse percentual é de 100%. Também passamos a dedicar 80% do tempo à inovação (ante 50% anteriormente)."
Ana Carolina Saito - Una (BA)
(*A jornalista viajou a convite da IT Mídia)
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