Março de 2007
por Camila Teich
O final de 2005 e ano passado marcaram a comunicação da Hewlett-Packard (HP), especialmente a área de computadores pessoais. A gigante da área de tecnologia trocou os bites e bytes por uma linguagem mais emocional e humana. Os resultados, ajudados por outras iniciativas da empresa, vieram em aumento de vendas e a superação da rival Dell em alguns mercados, inclusive no Brasil. Agora, a companhia segue em outra tendência: a migração de verba de mídias tradicionais para novas, como a internet.
Neste ano, 23% da verba total de marketing da HP serão destinados para a mídia on-line. Em 2005, o montante era de 11%. Para os próximos três anos, o número pode chgar a 30% segundo o vice-presidente de marcas da HP, Gary Elliott. "Quando conversamos com os clientes para saber o que é importante para eles, percebemos que buscam receber informações de jeitos menos tradicionais e de maneira mais rápida", comenta o executivo, em entrevista exclusiva a este jornal.
O vice-presidente explica que, na internet, os investimentos da HP se concentram em buscas e propagandas on-line. "Os consumidores controlam a forma como querem as informações e nós precisamos estar adiante deles."
Elliott afirma ainda que o percentual e investimento varia de acordo com a região. "Ásia e Pacífico, por exemplo, têm menos ações on-line do que gostaríamos. Normalmente, os investimentos sobem a medida qua aumenta a penetração de PCs no mercado. No Brasil, a tendência é de crescimento", avalia. Em 2006, foram vendidos 8,3 milhões de computadores no país, uma alta de 46% em relação a 2005, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Para este ano, a expectativa é de vender 10 milhões de unidades.
Em 2007, aliás, a HP completa quatro décadas de atuação no Brasil, região considerada estratégica para a companhia. Entre as iniciativas para esta empreitada, está justamente a criação de uma ação on-line. A empresa coloca no ar um hotsite que terá informações sobre sua história, propagandas, curiosidades e jogos.
Atualemente no Brasil, a HP veicula uma campanha publicitária para sua área de PCs. Trata-se de uma evolução do conceito "Finalmente o computador ficou pessoal", lançado no país no ano passado. Nesta nova fase, a comunicação usou personalidades, que comentam suas experiências de uso de computadores. Na América Latina, o filme é narrado por Paulo Coelho.
Mundialmente, a conta publicitária da HP está nas mãos das agências McCann-Erickson e Publicis. Segundo estudo da Interbrands, a marca HP é a décima terceira mais valiosa do mundo. "A marca é um dos ativos mais importantes que temos como empresa. Ela representa entre 40% e 45% do nosso valor de mercado", afirma Elliott. Justamente por isso a empresa tem uma rígida política de padronização mundial.
O executivo conta que em 2003, logo após a fusão com a Compaq, existiam diversas marcas e logotipos dentro da HP. "Era preciso alinhar e enxugar toda a nossa comunicação para ajudar o cliente a entender quem a empresa é e dar valor a ela", comenta o VP, que supervisionou a Operation One Voice, a qual estabeleceu essa integração. Recentemente, a operação teve uma nova versão, que rejuvenesceu a marca para torná-la mais atualizada.
Lucro maior
No primeiro trimestre fiscal de 2007, a HP registro alta de 26% em seu lucro líquido, ante o mesmo período do anos anterior. O ganho foi de US$ 1,55 bilhão. A receita, por sua vez, subiu 11%, para US$ 25,1 bilhões.
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