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22/05/2007
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Após ver a Dell mudar sua fábrica para a cidade de Hortolândia, no interior de São Paulo, o Rio Grande do Sul quer atrair outro tipo de investimento: centros de pesquisa e desenvolvimento. Para isso, o Estado prepara uma série de medidas de incentivo e uma nova lei da inovação nos mesmos moldes de países como Irlanda e Malásia, considerados exemplos de sucesso nesse sentido. O anúncio foi feito durante o HP Brazil Tech Symposium 2007, realizado em Porto Alegre.
O “pacote” de medidas, segundo Nelson Proença, secretário estadual de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais do governo gaúcho, vai incluir isenções fiscais, investimentos em infra-estrutura e a criação de um fundo de venture capital. “É preciso ter alguém que aposte nos jovens”, afirmou Proença, se referindo ao fundo. Além de empresas de TI, o objetivo é atrair também companhias dos segmentos de saúde e biotecnologia.
A previsão é que a iniciativa seja lançada em junho. No caso do fundo de investimentos, de acordo com o secretário, todos os recursos virão da iniciativa privada. Alguns investidores já teriam se interessado, mas Proença não revelou nomes nem quanto já está disponível. “Pode parecer incrível, mas dinheiro não é o problema. Tem muita gente querendo investir no País, só é preciso oferecer as condições certas”, justificou o secretário.
No próximo mês, a governadora do Estado, Yeda Crusius (PSDB), deve assinar a nova Lei de Inovação. Segundo o secretário, a legislação está sendo concluída e foi toda baseada em outras leis que deram certo, como a da Irlanda, um dos países que mais atrai investimentos em pesquisa e desenvolvimento da Europa. Em termos de isenção de impostos, Proença garantiu que o Rio Grande do Sul está disposto apenas a abrir mão de “receitas futuras”. Investimentos em infra-estrutura também são cogitados.
HP
Para Darlei Abreu, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da HP Brasil, a principal demanda das empresas em termos de medidas de incentivo é clareza na legislação. Segundo o executivo, responsável pelos laboratórios de P&D da empresa instalados no Rio Grande do Sul, a questão dos incentivos fiscais é importante, mas não deve ser encarada como a principal iniciativa para atrair investimentos. “O incentivo fiscal é apenas um elemento, o importante é definir uma estratégia que garanta a sustentabilidade”, afirmou Abreu.
Nos últimos seis anos, a empresa investiu cerca de R$ 180 milhões em seu centro de pesquisa e desenvolvimento instalado no País. Atualmente, a estrutura conta com cerca de 800 pessoas envolvidas e parcerias com 14 universidades.
*Rodrigo Caetano viajou para Porto Alegre a convite da HP
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