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21/05/2007
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Mais emprego e mais receita. Eis o foco onde o governo do Rio Grande do Sul está concentrando seus esforços em tecnologia da informação. O Estado, que hoje abriga importantes centros de pesquisa na área de TI, quer mais.
Na abertura da quarta edição do HP Brazil Tech Symposium 2007, que acontece na PUC-RS, o secretário da Sedai - Secretaria de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais do Rio Grande do Sul -, Nelson Proença, aproveitou a oportunidade para anunciar a uma platéia de colaboradores da companhia que o Estado lançara uma Lei de Inovação com o propósito de atrair investimentos de empresas de TI e de saúde para a região. "Queremos fazer do Rio Grande do Sul um pólo capaz de rivalizar com a Índia", declara.
Sem muitos detalhes, o secretário informou que o projeto de lei é um conjunto de medidas para tornar o Estado mais atraente, que será entregue à Assembleia Legislativa em junho e tem como base incentivar e premiar as iniciativas de inovação no Estado, fomentando o emprego e o incremento do ICMS. "Estamos olhando as melhores leis brasileiras de inovação e também buscando inspiração nas leis da Irlanda e da Malásia, com sucesso no segmento", explica Proença.
Assediado por diversas empresas de TI nacionais e estrangeiras, o secretário adianta que está em negociação com algumas delas e, em breve, poderá anunciar acordos com entrada de empresas supreendentes, incluindo companhias indianas. Ele alega que o Estado não fará preconceito de nacionalidades, desde que gere mais renda e emprego para os gaúchos. Um fundo de Venture Capital, que já começou a atrair recursos, também deve ser lançado no pacote para custear, com recursos da iniciativa privada, boas idéias na região.
Além do projeto da Lei da Inovação, Proença tambem comentou a respeito da transferência da fabricação de hardware da Dell para o municipio de Hortolândia, no interior de São Paulo. Segundo ele, a saída parcial dessa operação foi recebida como uma boa notícia, já que o Estado tem interesse em empregar mais outro tipo de mão-de-obra. "Perdemos a fábrica, mas ganhamos o Centro de Desenvolvimento de Software da Dell, que representa três vezes mais a folha de pagamento de Hortolândia. Para nós interessa muito mais a parte de software que paga mais", diz o secretario.
* A repórter viajou para Porto Alegre a convite da HP
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