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HP mantém 800 pesquisadores no Brasil

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22/05/2007

A área de pesquisa e desenvolvimento da HP Brasil sedia esta semana, em Porto Alegre, o IV HP Tech Symposium, evento que reúne cientistas e pesquisadores do Brasil e do exterior ligados à companhia. No décimo ano do estabelecimento da área no Brasil, parte do evento foi aberto à imprensa, que pôde conhecer detalhes da integração entre a fabricante e a comunidade acadêmica.

Internamente, o evento realizado desde 2004 serve para que os pesquisadores da companhia discutam tendências tecnológicas e as realizações do último ano. Para o público externo, o Tech Symposium deste ano apresentou de que forma a área evoluiu na última década.

Instalado no TecnoPUC – pólo de desenvolvimento tecnológico da PUC/RS – o Centro de P&D da HP Brasil desenvolve atualmente projetos mundiais para a companhia em parceria com 14 universidades. A parceria com a PUC foi iniciada em 2003e inclui pesquisas de tecnologia de ponta em áreas como biotecnologia, computação de alto desempenho, grid computing, tratamento de imagem, mobilidade e tecnologia de impressão digital.

A área, dirigida por Darlei Alves, conta com dois laboratórios, um voltado para a imagem e impressão – gerenciado por Ricardo Pianta – e outro na área de sistemas – gerenciado por Cirano Silveira. “Trabalhamos hoje com todas as linhas de produtos e unidades de negócio da HP e agregamos tecnologia de um produto para outro”, resume Alves.

Em dez anos, a equipe da pesquisa e desenvolvimento da empresa cresceu a uma média de 30% ao ano. Em 1997 eram quatro pessoas, hoje são quase 400 profissionais trabalhando no Centro. De acordo com Alves, estes profissionais são concentrados nos laboratórios de Porto Alegre em função da necessidade de sigilo e confidencialidade dos projetos trabalhados ali. “Toda a unidade conta hoje com 800 profissionais, se contarmos os professores e doutores que, mesmo nas universidades, trabalham em projetos da HP”, afirma o diretor, lembrando que a fabricante mantém parcerias com 28 universidades, 14 delas com projetos em andamento atualmente.

Processo sinérgico

Cirano Silveira explica que o processo de pesquisa começa, de fato, nas universidades, no que ele chama de processo sinérgico. “O que é feito nas universidades envolve pesquisa, não desenvolvimento de produtos. Quando essa tecnologia evolui para a integração real com produtos, aí ela deixa a universidade e vem para nossos laboratórios”, explica.

Nos laboratórios, o trabalho é feito em parceria entre equipes locadas no Brasil, Estados Unidos, Europa e Índia. De acordo com os pesquisadores da companhia, não há competição, mas complementação entre os diversos países. Na visita ao Centro, um deles comentou que esta estrutura garante praticamente 24 horas de trabalho em cada projeto: o fuso começa nos Estados Unidos, passa pelo Brasil e segue para a Europa e, depois, Índia, aproveitando sempre as melhores habilidades, e horários, de cada centro.

Para chegar às universidades, a HP estimula as instituições com programas de identificação de talentos, sempre um ponto crítico para iniciativas desta natureza. "Temos conseguido atrair os profissional que necessitamos, mas é sempre uma questão que tem que ser objeto de nossa atenção porque vivemos um momento de depressão em relação ao interessa pela área", afirma Darlei Alves.

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