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Governo quer incentivar setor de TI

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25/05/2007

O governo gaúcho vai apresentar à Assembléia Legislativa, em junho, um projeto para estimular a inovação tecnológica nas empresas e atrair novas companhias de Tecnologia da Informação (TI) ao Estado. Segundo o secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Nelson Proença, o projeto prevê uma Lei de Inovação - ainda inédita e antiga reivindicação do setor - para incentivar a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) nas empresas instaladas no Rio Grande do Sul.

A lei vem sendo elaborada desde janeiro e agora ganha os contornos finais para ir ao Legislativo. "Analisamos o que há de melhor nos programas de incentivo de estados como São Paulo e Bahia e países como Irlanda e Malásia e estamos preparando um projeto que ficará entre os melhores do Brasil e do mundo no setor de tecnologia", prometeu Proença ontem, durante a 4a edição do HP Brazil Tech Symposium 2007, que acontece até o dia 23 na Pucrs, em Porto Alegre.

O objetivo é tornar o Estado mais atraente para empresas de softwares, especialmente os aplicados em setores de altíssima complexidade, como saúde e biotecnologia. O projeto irá premiar empresas que se destaquem em P&D e concederá incentivos fiscais para novas companhias de TI se instalarem em solo gaúcho. "Estamos negociando com várias empresas para se instalarem aqui, e esse projeto ajudará a trazer os novos projetos", diz Proença. Ele afirma que existem negociações avançadas com desenvolvedoras de software estrangeiras e, em algumas semanas, pode ser anunciado um investimento de uma empresa indiana no Rio Grande do Sul.

Fomentar o surgimento de empresas de TI gaúchas também está nos planos do governo. O projeto prevê a criação de um fundo de capital de risco para companhias de TI que comecem as atividades no Rio Grande do Sul. O mecanismo terá capital privado nacional e estrangeiro. Será uma alternativa às escassas linhas de financiamentos brasileiros para esse tipo de atividade. Proença não antecipou o volume inicial de capital, mas garantiu que alguns investidores confirmaram sua participação. "Hoje em dia o capital não é mais problema. O fundo que criamos para o setor de energia arrecadou US$ 1 bilhão em poucos dias", argumentou.

Qualificação de profissionais será necessária

É possível que o projeto que será enviado pelo governo à Assembléia em junho envolva mecanismos que aproximem universidades e empresas de tecnologia para qualificar mão-de-obra. Na semana passada, o governo mediou um encontro entre 15 universidades gaúchas e empresas de tecnologia para debater alternativas para melhorar e ampliar a formação de profissionais fluentes em língua inglesa e com conhecimento em TI - iniciativas há muito reivindicadas pelo setor. "Existe um aumento na demanda por novos profissionais, mas ainda há um atraso entre as oportunidades e a disponibilidade de pessoas", afirmou Darlei Abreu, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da HP Brasil.

Ele diz que hoje as empresas de tecnologia são obrigadas a recrutar principalmente profissionais formados há algum tempo. A média de idade dos técnicos da HP no Brasil é entre 30 e 35 anos. "Esse cenário mostra claramente que é preciso estimular os jovens a buscarem a formação em tecnologia", conclui.

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