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28/05/2007
Com quatro décadas de Brasil, HP investe fundo em pesquisa e desenvolvimento
André Machado
A HP está comemorando 40 anos de atuação no Brasil e por isso organizou um evento na PUC do Rio Grande do Sul, para mostrar as linhas de pesquisa tecnológica que desenvolve em parceria com o meio acadêmico.
São dois laboratórios principais, divididos em prédios espalhados por um aprazível campus (o Tecnopuc), onde se vêem também prédios de laboratórios da Dell e da Microsoft.
Oitocentas pessoas envolvidas nas pesquisas Segundo Darlei Abreu, diretor de pesquisa e desenvolvimento da empresa no Brasil, de 2001 para cá foram investidos pela HP R$ 180 milhões nessa área no país, com uma equipe, entre profissionais e estudantes, de aproximadamente 800 pessoas em 14 universidades. Os campos de pesquisa são diversos.
Estudam-se desde os melhores materiais para a adequação à computação do futuro — a computação quântica — até as melhores formas de gerenciar imagens e impressão.
— Daqui da PUC-RS sai o firmware [software embutido] de todas as impressoras HP no mundo — explica Ricardo Pianta, gerente do laboratório de pesquisa nesse setor. — Também estudamos como incrementar softwares e serviços para gerenciar impressão.
E qual será o futuro da fotografia digital? Para Evan Smouse, Chief Technical Officer de fotografia e entretenimento da HP mundial, ele está mesmo na internet.
— O IP é hoje a base de tudo.
As pessoas não mais assistem às coisas, mas interagem com elas — define. — Continuamos a inventar novas funções para que as pessoas compartilhem melhor as fotos pela web, que um dia será a própria plataforma (isto é, o próprio sistema operacional).
E a IPTV está em todas as bocas.
Uma das novidades em estudo por Evan é um recurso capaz de retirar o efeito de “olhos vermelhos” especificamente em animais nas fotografias digitais. Também se criam tintas especiais — tanto que, conta Evan, a empresa já avisou ao Banco Central europeu que em breve a tecnologia usada para impressão daquelas faixas prateadas nas notas de 20 euros (e nas de R$ 20 também...) logo chegará aos usuários comuns, portanto, é bom se precaver.
Na parte de alta performance e computação em grid, Darlei conta que há projetos aproveitando a grande força do mundo open-source na região Sul. E o secretário estadual de desenvolvimento e assuntos internacionais do RS, Nelson Proença, avisa que está a caminho por lá uma turbinada lei de inovação para atrair ainda mais pesquisas para os pampas.
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